quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Guia de carreiras: biblioteconomia


Internet amplia o mercado de trabalho dos bibliotecários.
'Dificilmente um recém-formado fica desempregado', diz William Okubo.

Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando o mercado para estes profissionais. Conheça um pouco mais sobre a profissão no Guia de Carreiras desta terça-feira (8).
“Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo.
Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.”
O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias.
Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.”
Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos.
Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz.
Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). 
Disponível em http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/03/guia-de-carreiras-biblioteconomia.html
acesso em 21/09/11


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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Entrevista- Aquiles Alencar Brayner



‘É hora de o Brasil pensar nos seus acervos digitais’

Por Mariana Filgueiras
mariana.filgueiras@oglobo.com.br

Ao tentar fazer uma anotação, Aquiles Alencar-Brayner, de 40 anos, apalpa o paletó, instintivamente, procura algo nos bolsos, mas logo ri do próprio gesto. Há tempos não carrega caneta. Saca então o telefone e, em instantes, escreve o lembrete. Entusiasta das possibilidades da informação digital, o curador do acervo eletrônico da British Library esteve no Brasil para participar do seminário “Ebooks e a democratização do acesso”, na 15ª Bienal do Livro. Antes de voltar para Londres, onde vive há 13 anos, e dar uma passadinha em Fortaleza para matar as saudades da família, o cearense teve uma reunião com o presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, a portas fechadas. Literalmente. Com a greve dos servidores do Ministério da Cultura, a biblioteca não abre desde 22 de agosto. Aquiles emprestará seu know how a projetos que vão ampliar o acesso ao conteúdo digital da instituição, o que inclui o empréstimo de leitores digitais (ereaders) e ebooks ao público. Entre um compromisso e outro no Rio, conversou com a Revista O GLOBO.


REVISTA O GLOBO: O que ficou acertado nesta reunião com Galeno Amorim?
AQUILES ALENCAR-BRAYNER: Estou ajudando a desenvolver o programa para ampliar o acesso ao acervo digital da Biblioteca Nacional, em comemoração aos 200 anos da instituição, agora em 2011. Galeno tem uma visão muito interessante sobre essa área digital. O que a gente quer fazer é ampliar o acesso ao material digitalizado que já existe na biblioteca e implementar o serviço de empréstimo de ebooks.
 
Qual será o primeiro passo?
A questão do armazenamento. É preciso ter um servidor potente que possa responder à demanda dos usuários. Se a gente pensar em liberar mais documentos, temos que pensar nessa estrutura antes.
 
O empréstimo de ebooks não tiraria leitores da biblioteca?
Fala-se muito da morte da biblioteca, que é possível buscar a informação que você quiser de qualquer lugar. Mas acho que hoje em dia a biblioteca deve ser, antes de tudo, uma prestadora de serviços. Ela tem de reunir a informação e oferecer um contexto onde esta informação possa circular. A biblioteca não é só um espaço físico, é um serviço. Que pode nem existir fisicamente.
 
Como é seu trabalho na British Library?
Eu já desenvolvia projetos digitais dentro do acervo latino (Aquiles entrou na BL em 2006, como curador do acervo latino-americano da instituição), quando fiz minha tese de doutorado sobre arquivos de páginas web. Abriram esta vaga de curador digital no ano passado, que até então não existia. Fiz o concurso interno e passei. E o trabalho é basicamente gerenciamento de projetos digitais. É pensar no usuário que a gente vai servir no futuro. A biblioteca é muito visionária neste sentido. Como o pesquisador vai acessar este conteúdo daqui a 20 anos? Já se fala hoje em dia na morte da World Wide Web, então temos que pensar que o futuro serão os aplicativos. E já estamos montando estes aplicativos (no mês passado, a BL lançou 45 mil clássicos em formato de aplicativo para iPad).

Esta tecnologia é viável no Brasil?
É uma tecnologia cara, sim, mas a gente conta com a expertise de colegas. A minha vinda aqui tem a ver com isso, também. Venho contribuir com a minha experiência de fora.

Não é precipitado discutir empréstimo de ebooks numa biblioteca que não tem ainda nem internet para o pesquisador?
Se a gente for pensar assim, ninguém tem estrutura para nada. Estrutura a gente cria. É preciso pensar agora, já. Os formatos mudam o tempo todo, os consumidores, no caso, os usuários, mudam as mentalidades. Se a gente não for atrás disso agora, vai ficar obsoleto, e aí, sim, vai ser o fim. Mas é claro que é preciso fornecer a estrutura básica que vai oferecer ao usuário esta conexão.

De que maneira a sua experiência à frente da curadoria do acervo latino-americano da BL pode ser aproveitada nesses projetos para o Brasil?
Basicamente, network. Quero convidar colegas de bibliotecas latino-americanas para colaborar. Um dos projetos que tenho com Galeno é fazer um catálogo integrado de acervos latino-americanos. Juntar as coleções e já disponibilizar tudo digitalizado. Difunde-se a ideia de um continente unido ao mesmo tempo em que possibilita a troca intercultural. Como faz a Europeana, por exemplo.

Você acredita que esse fôlego digital possa trazer mais usuários à BN?
Não necessariamente para o espaço físico da biblioteca, mas usuários do serviço, sim.

O acervo eletrônico pode ser uma solução para a falta de espaço das bibliotecas?
Ele gera outro problema de espaço, que é o espaço eletrônico. Para caber isso tudo são necessários servidores potentes. Você não põe um livro digital na estante, você mantém um sistema funcionando. Tem que fazer atualizações constantes, migrar formatos. Por isso, já é hora de o Brasil pensar nos seus acervos digitais.

Em que medida o acervo digital é mais democrático?
Ter acesso a um conteúdo onde quer que você esteja é democratização. Mas claro que esta democratização pode ser questionada na questão da conectividade. Quem tem acesso? A Inglaterra tem um plano de inclusão digital bem estruturado para os próximos anos. Aqui é preciso pensar, também, em como as pessoas vão acessar os documentos a longo prazo. A democratização se torna cada vez mais ampla, não só em acesso, mas em diálogo: cada vez mais pessoas publicam suas ideias na rede. A gente está dividindo mais conteúdo, a própria criação do Creative Commons responde ao nosso tempo.

Você é um entusiasta do Creative Commons (sistema de licenciamento mais livre e flexível dos direitos autorais)?
Completamente. Sobretudo em relação ao conteúdo de instituições públicas.
Disponivel em http://sergyovitro.blogspot.com/2011/09/entrevista-aquiles-alencar-brayner.html
acesso em 20/10/2011


Disponivel em 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Historia do livro

Muito interessante vale a pena confirir! http://www.youtube.com/watch?v=1EXZBOdMuI0

As Cinco Leis de Biblioteconomia de Ranganathan

“Cinco leis da biblioteconomia”, estabelecidas em 1928, e publicadas, pela primeira vez, ainda em 1931, pelo indiano Shiyali Ramamrita Ranganathan, sob o título Five laws of library science. Nascido em Shiyali, no estado de Madras (hoje, Tamil Nadu), em 1892, e falecido em 1972, em Bangalore, Ranganathan se imortalizou por sua dedicação à matemática (sua formação inicial) e à biblioteconomia, na condição de primeiro bibliotecário da universidade de Madras, com formação complementar na Grã-Bretanha. Sua vasta produção intelectual inclui centenas de artigos sobre a história da matemática e mais de 50 livros, voltados, também, para a teoria da classificação bibliográfica, a exemplo de Elements of library classification (1945); Classification and international documentation (1948) e Classification and communication, de 1951. Sua dedicação justifica ser ele conhecido como o Pai da Biblioteconomia na Índia.
Transcorridos mais de 40 anos, agora, são meus alunos de graduação que conhecem e reconhecem a relevância dos cinco preceitos. Estes vencem o tempo. Persistem como essenciais até os dias de hoje para quem consegue visualizar, na biblioteconomia, chance inigualável de exercer a cidadania e lutar pelo acesso universal, oportunizando a todos informações compatíveis às suas demandas informacionais e, portanto, lhes favorecendo a chance de exercitar direitos e deveres. Porém, numa época em que as discussões em torno das tecnologias de informação e de comunicação (TIC) prevalecem em quaisquer eventos da área, com a inserção de tópicos, como: arquitetura para sistemas de biblioteca digital, copy left, preservação digital, acesso aberto, repositórios digitais, webometria, formato RSS [Really Simple Syndication] para disseminação de informações em revistas eletrônicas etc.etc., os mais desavisados podem, diante das leis de Ranganathan, torcer o nariz e disfarçar sorriso zombeteiro:

1.    Os livros são para usar.
2.    A cada leitor seu livro.
3.    A cada livro seu leitor.
4.    Poupe o tempo do leitor.
5.    A biblioteca é um organismo em crescimento. 

acesso em 15/10/2011

História da Biblioteconomia

A primeira escola de biblioteconomia (library school) foi estabelecida por Melvin Dewey, criador do sistema decimal Dewey em 1887 (as datas são muito confusas, porque Dewey foi trabalhar como bibliotecário lá em 1883, então todo o período entre 1883 e 1887 é creditado por diferentes fontes como um dos anos em que foi instituída a escola) na Columbia University, chamada Columbia School of Library Economy.


disponível em http://bsf.org.br/2009/02/08/historia-da-biblioteconomia/
em 15/10/11

Biblio o quê?


         


São a classificação, organização, conservação e divulgação do acervo de bibliotecas e centros de documentação. O bibliotecário trabalha como um administrador de dados, que também processa e dissemina a informação. Além de catalogar e guardar as informações, ele orienta sua busca e seleção. Cabe-lhe analisar, sintetizar e organizar livros, revistas, documentos, fotos, filmes e vídeos. É de sua responsabilidade planejar, implementar e gerenciar sistemas de informação, além de preservar os suportes (mídias) para que resistam ao tempo e ao uso. Trabalha em bibliotecas públicas, escolares ou particulares, centros de documentação, arquivos, museus, centros culturais e de memória, hemerotecas, editoras, empresas de comunicação, provedores de internet, ONGs, clubes e associações. A atuação do profissional de biblioteconomia tem se voltado cada vez mais para a criação e a manutenção de arquivos digitais e para a montagem de bancos de dados em computadores, empregando para isso os sistemas de informática e a internet.